É surpreendente a sutileza humana. O homem pensa, cria, e nem olha profundamente sua criaçã. Também é orgulhoso, não reconhece que estava errado, não enxerga os erros e que outra pessoa poderia saber mais que ele. Olhos críticos eficientes. Dificilmente aceita opinião, até aceita, mas de rabo de olho. Pois então, o homem acha que sabe tudo, que é “auto-suficiente”. Quando digo homem, quero dizer “pessoas”, mas vale salientar que os “homens” (ditos machos) são quem mais comprovam essa afirmação.
Veja a seguinte situação: um almoço de domingo, domingo de Sol, tudo na paz. Após o almoço, o homem tira a mesa e leva até a mulher, que está na beira da pia prestes a iniciar o trabalho. Ela abre a torneira. É água para todos os lados, jatos fortes. Ela tenta fechar, o registro está em suas mãos. Na outra esquina de casa existe um encanador 24 horas. Ela grita por socorro. O homem? Ainda paralisado com a situação olha tudo com atenção, ainda está planejando como irá entrar em cena. Ela grita novamente, Fernaaaaaando corre, chama o encanador, tem o telefone em cima da mesinha. …. . O marido vê então uma luz. O que ele faz? Encanador? Que nada! Não precisamos disso, Deixa comigo! Ele percebe que poderá colocar em prática todos aqueles longos anos em que treinou utilizando ferramentas de plástico, no jardim da infância. Agora ela é quem fica paralisada. Um jato de pensamentos, ela não sabe o que fazer, deixa ou não? Sabe que não vai dar certo. Mas sabe que será bem engraçado. Fingindo surpresa e admiração deixa finalmente o marido entrar em cena. É claro que sabemos o fim da história, ele não consegue, tenta de 512 maneiras, depois de 7 idas a loja de ferramentas, 12 leituras de manuais de instrução, 2 conversas secretas com melhores amigos perguntando da situação, 16 dias e muito dinheiro gasto, ele ainda não reconhece que falhou. O que a mulher faz então? Com um arranhacéu de pratos para lavar, espera o marido sair de casa para ir trabalhar e chama o encanador. Em 15 minutos tudo resolvido, simples.
Esse comportamento é comum nas mais variadas situações. E muito comum na propaganda. Qualquer tiozão dono de um boteco sabe fazer seu marketing. Nem sempre é o melhor, nem sempre dá certo, mas ele tem aquele feeling, conhece seus fregueses há anos-luz. Depois do marketing vem a propaganda. Aí sim, não costuma dar muito certo. Estéticamente falando. Não costuma dar nada certo. Um festival de Comic Sans! Mas é isso que nos diverte, publicitários, e isso que garante nosso sustento.
Mas quanto mais ferramentas que facilitam fazer um reclame, maior a probabilidade de o “tiozão criativo” fazer sozinho. E o que o Google faz? Ele sabe essa propensão ao “faça-você-mesmo”, então cria o “Google Adwords” - com a possibilidade de fazer banner. E dá início ao show de horrores, literalmente falando. Vamos ao exemplo.
Estava eu procurando no Urban Dictionary todas as possíveis traduções para “eyeball” quando noto um Google banner bizarro. Resolvi então dar um printscreen e colocá-lo aqui. Se você der sorte, poderá vê-lo “live” Aqui!. O mais bizarro e assustador é o site para qual ele leva, e sem aviso prévio do que está por vir. Caso seja curioso e tenha estômago, clique Aqui! ou na imagem. O site parece ser uma practical joke, mas eu não consegui ficar tanto tempo assim para descobrir qual é a real, de qualquer forma, estou com meu estômago revirado.
