Bones
Bones, em português: ossos.
Ossos, frango, cachorro, raio-x, esqueleto, cemitério, Tim Burton. Parece uma associação meio óbvia essa última, não? A construção da imagem do excêntrico e esplendoroso Tim Burton se dá aos poucos, com alguns filmes, curtas e livros. Mas não deixa de ser incrível como ela acontece. Pense em sua figura por um momento e sua estética singular virá em sua mente como um Tsunami: personagens esqueléticos, melancolia, certa ingenuidade infantil, clima dark e ossos. Só ele consegue misturar a angústia e a solidão de um cemitério, com a ingenuidade e o olhar infantil de seus personagens, conseguindo uma atmosfera que ao mesmo tempo em que é pesada, é leve. Parece loucura, é loucura… na dose certa. É a melhor amostra da transição infantil-adulto. Está entre os dois e nada tem de adolescente. As obras de Burton revelam uma mesma personalidade que, ao contrário que muitos pensam, é estável e amadurecida. Ele sabe muito bem o que está fazendo, o que espera e qual será o resultado final. Sua marca se afirma mais forte a cada trabalho. Mais forte e intrigante.

[…] o mais bacana é quando percebo que quem eu gosto, tem os mesmos gostos que eu… Por exemplo, The Killers com Tim Burton para fazer seu clipe, Tarantino com Mutarelli (apesar de nada confirmado na internet, inúmeras […]